Do Vitoriano ao Art Déco — 20 peças únicas garimpadas em 35 anos de viagens pelos antiquários mais exclusivos do mundo.
Romantismo, Luto e os Retratos Vivos de Uma Era
5 peças únicas
Garimpadas em 3 continentes
O período vitoriano, que vai de 1837 a 1901, foi marcado pelo romantismo e por uma das maiores histórias de amor da realeza europeia. Quando o Príncipe Albert morreu precocemente em 1861, a Rainha Vitória decretou luto em todo o Império Britânico — e permaneceu assim até a sua morte, quarenta anos depois.
Surgiram as mourning jewels, joias de luto em materiais negros como jet, vulcanite e ônix. Ao mesmo tempo, os camafeus se consolidaram como retratos vivos de uma época sem fotografia.
Isabella Blanco garimpa esses tesouros em Londres, Barcelona e Paris, transformando-os em joias contemporâneas de altíssima qualidade.
Meados do Século XIX — Período Romântico
Este pente em chifre, pintado à mão com flores e pássaros, pertence ao período romântico vitoriano — antes do luto, quando ainda havia esperança e lirismo na joalheria inglesa. Isabella o montou em ouro amarelo 18k e compôs o passante com um mosaico de pedras cujas cores reproduzem a paleta cromática da pintura original: granadas, turmalinas, safiras e titanitas. Cada pedra foi escolhida para dialogar com a arte que já existia há mais de 150 anos. É uma joia lírica — e essa é a sua maior beleza.
Whitby, Inglaterra, anos 1880
O jet é uma resina fóssil encontrada exclusivamente na região de Whitby, na Inglaterra. Durante o luto da Rainha Vitória, joias negras se espalharam pelo Império Britânico. Este camafeu, garimpado por Isabella em Londres, foi montado em ouro branco 18k com diamantes e acompanhado de uma mãozinha vitoriana — símbolo de proteção e afeto — com conta de ônix. Uma verdadeira mourning jewel: joia de luto, joia de afeição, joia de amor. Camafeus são uma das maiores paixões de Isabella Blanco — e essa peça representa o melhor dessa tradição.
Camafeu Abalone, anos 1940
Esta pulseira reúne dois materiais com iridescência única: a labradorita, que reproduz o efeito de asas de borboleta com jogos de verde, roxo e azul, e o abalone do camafeu, que dialoga com essas mesmas cores. A dançarina esculpida no camafeu transmite movimento e feminilidade — extremamente elegante e com uma presença muito forte. Isabella garimpou esta peça em Paris, na Foire de Chatou — uma das maiores feiras de antiguidades da Europa.
Barcelona, anos 1880
Estes brincos nasceram de uma fivela de cinto — essa é a maior peculiaridade dessa joia. A vulcanite, material de borracha, também foi usado nas joias de luto vitorianas. Isabella encontrou esta fivela em Barcelona — cidade que possui um dos maiores acervos vivos da arquitetura Art Nouveau por conta de Gaudí. A peça foi montada em ouro amarelo 18k com diamantes, safiras e rubilitas em cabochon.
Geometria, Ousadia e o Contraste Como Linguagem
5 peças únicas
Europa e Oriente
De 1925 a 1940, o Art Déco revolucionou a joalheria com linhas retas, formas angulosas e contrastes cromáticos intensos: coral com ônix, jade com turquesa, safira com diamante. Foi o chamado White Period, quando a platina e o ouro branco dominaram.
A descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922 trouxe a egiptomania — serpentes, escaravelhos e pirâmides invadiram a alta joalheria. As viagens revelaram o Oriente, e o orientalismo se fez presente em jade, coral e figuras mitológicas.
Isabella Blanco garimpou fivelas de cinto esmaltadas e cães de fó de jade, e os transformou em joias que capturam a ousadia de uma época irrepetível.
Jade, Coral e Ônix — Orientalismo Art Déco
O cão de fó é um animal mitológico que mistura cachorro e leão — entidade protetora dos templos budistas, sempre aos pares. Este cão de jade foi garimpado por Isabella no Oriente e montado em um sautoir — os colares longos que as melindrosas dos anos 20 usavam até abaixo da cintura. Ouro branco 18k, diamantes, coral e ônix compõem o contraste clássico do Art Déco. Para Isabella, é uma das peças mais bonitas que já criou.
Fivela Tcheca Esmaltada, anos 1920–1930
Imagine essa parte com os brilhantes unidas na cintura de um vestido, com uma fita de veludo ou gorgurão. Eram fivelas de cinto de bronze esmaltado, de origem tcheca, provavelmente do final dos anos 20. Isabella as separou e transformou em brincos de ouro amarelo 18k com topázios fumê e diamantes. A técnica do esmalte é o Guilloché: primeiro gravam o metal, depois esmaltam por cima, criando um efeito óptico de movimento.
Bronze Esmaltado, anos 1920–1930
Da mesma coleção de fivelas tchecas, este par foi montado em ouro branco 18k — porque as cores pediam metal frio. O contraste entre o azul claro das iolitas e o azul escuro das safiras é uma assinatura do Art Déco: cores que dialogam em tensão harmônica. As formas geométricas angulosas e a esmaltação reforçam a identidade de uma época que ousou romper com o romantismo do século anterior.
Influência Egípcia — pós-Tutancâmon
Em 1922, Howard Carter encontrou a tumba de Tutancâmon — talvez a maior descoberta arqueológica de todos os tempos. O mundo ficou fascinado e mergulhou em egiptomania. Esta serpente estilizada, com safiras no corpo e uma esmeralda cabochon na cabeça, captura esse momento irrepetível. Isabella a criou como uma homenagem ao cruzamento entre Egito Antigo e Art Déco — uma peça com influência egípcia e acabamento europeu.
A Pedra do Céu Tempestuoso
A pietersita é uma pedra rara, descoberta na África nos anos 60, quase não utilizada em joalheria por ser mole e difícil de trabalhar. Quando você a move, ela reproduz o efeito de um céu tempestuoso — uma dança de cores escuras e claras, misteriosa e hipnotizante. Isabella gosta de usar essas pedras que quase ninguém usa na joalheria — essa é uma das suas assinaturas. Combinou-a com turquesa vintage e diamantes em ouro branco 18k.
A Maestria do Feito à Mão e a Natureza Como Musa
4 peças únicas
Garimpadas na Europa
O Art Nouveau celebrou a natureza como fonte suprema de beleza: flores, insetos, borboletas, libélulas e orquídeas dominaram a joalheria. Ao mesmo tempo, valorizou como nenhum outro período o trabalho artesanal — a maestria dos mestres ourives, o feito à mão, o detalhismo obsessivo.
Surgia o trabalho da indústria, da máquina na ourivesaria, mas os ourives e o trabalho feito à mão, por outro lado, eram valorizados acima de tudo. Materiais orgânicos como tartaruga, chifre e âmbar conviviam com ouro, diamantes e esmaltes de qualidade excepcional.
Isabella garimpou estas peças em Paris e Barcelona, preservando a excelência artesanal que definiu uma era.
Pasta de Vidro dos Anos 1920
As melindrosas dos anos 20 usavam sautoirs — colares longos que desciam até abaixo da cintura, com pingentes e franjas nas pontas. Este sautoir combina turquesas, diamantes brancos e um pingente de pasta de vidro dos anos 1920, tudo montado em ouro amarelo 18k. O fio de turquesa branco dá leveza e o pingente vintage traz o mistério de quem o usou antes.
Casco de Tartaruga com Fivelas Esmaltadas, anos 1920
O casco de tartaruga é um material orgânico muito utilizado no período vitoriano e no Art Nouveau. Estes braceletes são em casco de tartaruga legítimo com fivelas de cinto esmaltadas Art Nouveau na parte superior, onde estão as safiras. A técnica da esmaltação, uma das grandes características do Art Nouveau, está presente em cada detalhe. Montadas em ouro amarelo 18k e prata.
Broche Antigo dos Anos 1950 — Obra de Arte
Para Isabella, esta peça é uma obra de arte — e traduz o que foi o período do Art Nouveau. A maestria dos mestres ourives, a excelência da ourivesaria, o valor do feito à mão: tudo está aqui. Se vocês olharem os detalhes dessa esmaltação, os detalhes do martelado no ouro, as bolinhas delicadas, as pérolas, os diamantezinhos, a esmeralda interna — realmente é uma obra de arte.
Broche Tiffany, anos 1960
Os insetos — borboletas, libélulas, abelhinhas — foram uma marca registrada do período do Art Nouveau, muito presentes e marcantes. Este anel nasceu de um broche Tiffany dos anos 1960, montado em ouro amarelo 18k com diamantes e ágata. O que mais encanta é o trabalho do ouro branco nas laterais: parece uma renda, todo intrincado, com caracolzinhos rococó feitos à mão.
Hollywood, Oriente e a Exuberância do Ouro
6 peças únicas
Europa, Oriente, Estados Unidos
A era de ouro de Hollywood, entre as décadas de 1940 e 1960, trouxe exuberância à joalheria: muito ouro amarelo, pedras coloridas, volumes generosos — quando as atrizes usavam aquelas joias exageradas que marcaram uma época.
Ao mesmo tempo, o fascínio pelo Oriente — Japão, China, Índia — influenciou profundamente o design, trazendo Budas, gueixas, pagodes e instrumentos musicais para dentro das joias.
Isabella Blanco reúne nesta coleção peças que traduzem esse duplo encantamento: a opulência ocidental e o mistério oriental, em esculturas antigas, esmaltes policromados e cerâmicas pintadas à mão.
Esmalte Guilloché Nórdico, anos 1940–1950
Essas folhas esmaltadas de origem nórdica são dois fragmentos que eram brincos originais — com aquele esmalte Guilloché que se produz pela técnica de gravar o metal e depois esmaltá-lo por cima. O azul, que é a cor preferida de Isabella, aparece aqui com uma qualidade excepcional. A proporção e a combinação das pedras carré, os topázios London Blue que complementam a tonalidade do esmalte, os diamantes que trazem brilho sem competir — a proporção desse brinco é o que mais fascina.
Broche Nórdico Esmaltado, anos 1940–1950
Mais um exemplo da qualidade do esmalte Guilloché — este anel foi criado a partir de um broche nórdico, provavelmente dos anos 50, com belíssimos diamantes. A borboleta amarela esmaltada é feminina, romântica e elegante. O que emociona Isabella nesta peça é o ouro amarelo sustentando-a: parece que o ouro dá continuidade ao trabalho da esmaltação da borboleta, como se fossem uma coisa só.
Figurinha Policromada, anos 1950
Uma gueixa policromada com pintura em cor de rosa e traços em negro, segurando um leque com diamantes em miniatura — ela tem tantos detalhes que é difícil descrever todos. As turmalinas cor-de-rosa (rubelitas) foram escolhidas por Isabella porque se harmonizam com a pintura da peça. É uma das joias mais importantes do ateliê.
Escultura Antiga, anos 1940
Este Buda tem um piercing no umbigo — uma característica única dessa joia. É um Buda sorridente, sentado, e se você passar a mão na barriga dele, vai ter sorte. Isabella ama essa peça — é uma das mais bonitas que já criou. O chapéu de diamantes remete aos telhados dos pagodes orientais. A combinação do âmbar com a escultura é muito sofisticada.
Cerâmica Policromada Oriental, anos 1940
O shamisen é um instrumento japonês de três cordas — uma espécie de cítara que as gueixas tocavam nas cerimônias tradicionais. Ele está retratado nestas placas de cerâmica policromada — que Isabella considera um espetáculo, uma obra de arte, pela policromia, pelos desenhos atrás com plantas, pela riqueza de cada detalhe. Na parte superior, o telhado de pagode foi montado com diamantes e esmeraldas.
Escultura Dançarina, anos 1940
Este dançarino representa a alegria, a celebração da vida, e traz boas energias. Ele traduz o momento que Isabella vivia quando desenhou esta peça — e isso diz tudo. A escultura está montada em ouro amarelo 18k com diamantes e cornalina. As duas gotas pendentes balançam quando a pulseira é usada, formando um movimento que compõe com o dançarino. É celebração em forma de joia.
"Cada peça carrega séculos de história e memórias que precisam ser preservadas"— Isabella Blanco
Consulta privada e personalizada no ateliê em São Paulo
20
Peças Únicas
4
Coleções
35
Anos de Acervo