Shichifukujin — Os Sete Deuses da Sorte
Sete botões de porcelana japonesa pintados à mão na década de 1950. Sete deuses milenares. Sete joias que não existem em nenhuma joalheria do mundo.
Ver Coleção Completa →
Romantismo, Luto e os Retratos Vivos de Uma Era
O período vitoriano, que vai de 1837 a 1901, foi marcado pelo romantismo e por uma das maiores histórias de amor da realeza europeia. Quando o Príncipe Albert morreu precocemente em 1861, a Rainha Vitória decretou luto em todo o Império Britânico — e permaneceu assim até a sua morte, quarenta anos depois. Surgiram as mourning jewels, joias de luto em materiais negros como jet, vulcanite e ônix. Ao mesmo tempo, os camafeus se consolidaram como retratos vivos de uma época sem fotografia.
LF01LV
Meados do Século XIX — Período Romântico
Este pente em chifre, pintado à mão com flores e pássaros, pertence ao período romântico vitoriano — antes do luto, quando ainda havia esperança e lirismo na joalheria inglesa. Isabella o montou em ouro amarelo 18k e compôs o passante com um mosaico de pedras cujas cores reproduzem a paleta cromática da pintura original: granadas, turmalinas, safiras e titanitas.
Cada pedra foi escolhida para dialogar com a arte que já existia há mais de 150 anos.
Ouro amarelo 18k (12,4g) | Granadas, turmalinas, safiras, titanitas | Fio de peridoto em prata com banho de ouro 18k
LV104
Whitby, Inglaterra, anos 1880
O jet é uma resina fóssil encontrada exclusivamente na região de Whitby, na Inglaterra. Durante o luto da Rainha Vitória, joias negras se espalharam pelo Império — camafeus, cruzes, broches em forma de flor, todos em jet, vulcanite ou ônix.
Este camafeu, garimpado por Isabella em Londres, foi montado em ouro branco 18k com diamantes e acompanhado de uma mãozinha vitoriana — símbolo de proteção — com conta de ônix. Uma verdadeira mourning jewel: joia de luto, joia de afeição, joia de amor.
Ouro branco 18k | Diamantes | Mãozinha vitoriana | Ônix
LV56
Camafeu Abalone, anos 1940
Esta pulseira reúne dois materiais com iridescência única: a labradorita, que reproduz o efeito de asas de borboleta com jogos de verde, roxo e azul, e o abalone do camafeu, que dialoga com essas mesmas cores. A dançarina esculpida no camafeu transmite movimento e feminilidade.
Isabella garimpou esta peça em Paris, na Foire de Chatou — uma das maiores feiras de antiguidades da Europa — e a montou em ouro amarelo 18k com 1,78 ct de diamantes.
Ouro amarelo 18k (26g) | 1,78 ct de diamantes | Labradoritas | Camafeu abalone
LV92A
21 Camafeus de Concha, anos 1900-1940
Vinte e um camafeus de concha, de tamanhos diferentes e perfis de damas diferentes, compõem esta cascata única. Isabella formou o acervo de camafeus ao longo de anos, garimpando peças de diversas origens, até o dia em que decidiu reuni-los neste colar montado em ouro amarelo 18k com diamantes.
O camafeu é um arquivo vivo: no passado, sem fotografia, famílias mandavam esculpir os retratos de quem amavam. Cada perfil nesta gargantilha é uma pessoa real, de outra época, preservada na concha.
Ouro amarelo 18k (26,9g) | 1,2 ct de diamantes | 21 camafeus de concha
LV97
Barcelona, anos 1880
Estes brincos nasceram de uma fivela de cinto em vulcanite — material de borracha também usado nas joias de luto vitorianas. Isabella encontrou esta fivela em Barcelona, cidade que abriga um dos maiores acervos vivos da arquitetura Art Nouveau por conta de Gaudí.
A peça foi montada em ouro amarelo 18k com diamantes, safiras e rubilitas em cabochon — pedras não facetadas, como se usava na época. A fivela de cinto que enfeitou uma cintura no século XIX agora adorna uma nova geração.
Ouro amarelo 18k (24,3g) | 0,6 ct diamantes | 1,9 ct safiras | 25,5 ct rubilitas
Geometria, Ousadia e o Contraste Como Linguagem
De 1925 a 1940, o Art Déco revolucionou a joalheria com linhas retas, formas angulosas e contrastes cromáticos intensos: coral com ônix, jade com turquesa, safira com diamante. Foi o chamado White Period, quando a platina e o ouro branco dominaram. A descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922 trouxe a egiptomania — serpentes, escaravelhos e pirâmides invadiram a alta joalheria.
HG74AR
Jade, Coral e Ônix — Orientalismo Art Déco
O cão de fó é um animal mitológico que mistura cachorro e leão — entidade protetora dos templos budistas, sempre aos pares, um fêmea e um macho. Este cão de jade foi garimpado por Isabella no Oriente e montado em um sautoir — o colar longo que as melindrosas dos anos 20 usavam até abaixo da cintura, como se vê no filme O Grande Gatsby.
Ouro branco 18k, diamantes, coral e ônix compõem o contraste clássico do Art Déco. Para Isabella, é uma das peças mais bonitas que já criou.
Ouro branco 18k (18g) | 1,5 ct de diamantes | Coral | Ônix | Jade
ND23AR
Fivela Tcheca Esmaltada, anos 1920-1930
Imagine essa parte com os brilhantes unidas na cintura de um vestido, com uma fita de veludo. Eram fivelas de cinto de bronze esmaltado, de origem tcheca, provavelmente do final dos anos 20. Isabella as separou e transformou em brincos de ouro amarelo 18k com topázios fumê e diamantes.
A técnica do esmalte é o Guilloché: primeiro gravam o metal, depois esmaltam por cima, criando um efeito óptico de movimento. Os desenhos parecem se mover quando a luz incide.
Ouro amarelo 18k (13,3g) | 1,2 ct de diamantes | Topázios fumê | Esmalte Guilloché
ND24AR
Bronze Esmaltado, anos 1920-1930
Da mesma coleção de fivelas tchecas, este par foi montado em ouro branco 18k — porque as cores pediam metal frio. O contraste entre o azul claro das iolitas e o azul escuro das safiras é uma assinatura do Art Déco: cores que dialogam em tensão harmônica.
As formas geométricas angulosas e a esmaltação reforçam a identidade de uma época que ousou romper com o romantismo do século anterior.
Ouro branco 18k (14,3g) | 4,2 ct de safiras | 1,5 ct de diamantes | Iolitas | Esmalte
ND99AR
Influência Egípcia — Pós-Tutancâmon
Em 1922, Howard Carter encontrou a tumba de Tutancâmon — talvez a maior descoberta arqueológica de todos os tempos. O mundo mergulhou em egiptomania: na arquitetura, no design, no mobiliário e, claro, na joalheria. A própria Cartier criou dezenas de peças com temática egípcia nessa década.
Esta serpente estilizada, com safiras no corpo e uma esmeralda cabochon trabalhada na cabeça, captura esse momento irrepetível da história. Isabella a criou como uma homenagem ao cruzamento entre Egito Antigo e Art Déco.
Ouro amarelo 18k (18g) | 1,2 ct de diamantes | 8 ct de safiras | 4 ct de esmeraldas
O74ARD
A Pedra do Céu Tempestuoso
A pietersita é uma pedra rara, descoberta na África nos anos 60, quase não utilizada em joalheria por ser mole e difícil de trabalhar. Quando você a move, ela reproduz o efeito de um céu tempestuoso — uma dança de cores escuras e claras.
Isabella combinou-a com turquesa vintage e diamantes em ouro branco 18k. A turquesa, para Isabella, é uma das poucas pedras que harmoniza igualmente com todas as tonalidades de pele. Uma combinação incomum, para mulheres que não seguem o óbvio.
Ouro branco 18k (19g) | 1,9 ct de diamantes | Pietersita | Turquesa vintage
A Maestria do Feito à Mão e a Natureza Como Musa
O Art Nouveau celebrou a natureza como fonte suprema de beleza: flores, insetos, borboletas, libélulas e orquídeas dominaram a joalheria. Ao mesmo tempo, valorizou como nenhum outro período o trabalho artesanal — a maestria dos mestres ourives, o feito à mão, o detalhismo obsessivo. Isabella garimpou estas peças em Paris, Barcelona e antiquários nórdicos.
ND26AN
Pasta de Vidro dos Anos 1920
As melindrosas dos anos 20 usavam sautoirs — colares longos que desciam até abaixo da cintura, com pingentes e franjas nas pontas. Este sautoir combina turquesas, diamantes e um pingente de pasta de vidro dos anos 1920, tudo montado em ouro amarelo 18k.
O fio de turquesa branco dá leveza e o pingente vintage traz o mistério de quem o usou antes. Uma peça que evoca a liberdade e a elegância das mulheres que ousaram cortar os cabelos e dançar o charleston.
Ouro amarelo 18k (22g) | 0,85 ct de diamantes | Turquesas | Pasta de vidro vintage
ND61AN
Casco de Tartaruga com Fivelas Esmaltadas, anos 1920
O casco de tartaruga é um material orgânico muito utilizado no período vitoriano e no Art Nouveau. Isabella busca peças anteriores a 1970, quando a extração foi proibida pela preservação da espécie.
Estes braceletes são em casco de tartaruga legítimo com fivelas esmaltadas Art Nouveau — a técnica da esmaltação foi uma das grandes características desse período. Montados em ouro amarelo 18k e prata, as duas pulseiras se unem pela parte superior onde estão as safiras.
Ouro amarelo 18k e prata (6,05g de ouro) | Casco de tartaruga | Esmalte Art Nouveau | Safiras
O22AN
Broche Antigo dos Anos 1950 — Obra de Arte
Para Isabella, esta peça é uma obra de arte que traduz o espírito do Art Nouveau. A flor esmaltada, com detalhes de martelado no ouro, bolinhas delicadas, pérolas, diamantes e uma esmeralda interna, demonstra a maestria artesanal que o período celebrava.
Era um broche antigo que Isabella transformou em bracelete, montando-o em 52 gramas de ouro amarelo 18k. O resultado é uma peça de colecionador — daquelas que se transmitem de geração em geração.
Ouro amarelo 18k (52,6g) | 0,5 ct de esmeralda | 0,25 ct de diamantes | Pérolas | Esmalte
O49AN
Broche Tiffany, anos 1960
Os insetos — borboletas, libélulas, abelhas — foram uma marca registrada do Art Nouveau. Este anel nasceu de um broche Tiffany dos anos 1960, montado em ouro amarelo 18k com diamantes e ágata.
O que mais encanta é o trabalho do ouro branco nas laterais: parece uma renda, todo intrincado em caracolzinhos rococó, feito à mão. O ouro amarelo sustenta a borboleta amarela e dá continuidade ao esmalte, como se fossem uma coisa só. Os diamantes brancos realçam ainda mais o trabalho artesanal.
Ouro amarelo 18k (20,7g) | 1,3 ct de diamantes | Ágata | Broche Tiffany